Distratos em Massa 60% de Desistência nos Contratos de Imóveis

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Distratos em Massa 60% de Desistência nos Contratos de Imóveis

 

Distratos em massa 60% de desistência nos contratos de imóveis, o número é assustador para as construtoras, e particularmente muito ruim para o mercado imobiliário, porque 60% sessenta por cento dos contratos estão sendo rescindidos.

Os principais motivos são, a alta taxa de desemprego que ocorre no país, a escassez de crédito imobiliário, e o principal, o cenário de caos disseminado pelas mídias em geral, particularmente pela impressa que é  formadora da opinião pública da grande massa.

Mas Imóvel não é a Moeda Forte ? Então  Qual é  o Problema.

Eu particularmente ainda não  conheço um investimento melhor, do que em areia, ferro e cimento, investir em imóveis sempre foi e sempre será o melhor a ser feito, o que está acontecendo é o seguinte :

A especulação imobiliária sofreu um duro golpe com a crise instalada no país, pois a pouco tempo atrás quando o país estava em alta, as transações com imóveis na planta e lançamentos, era feita com duas intenções :

A primeira morar a segunda linha de pensamento era, vou comprar esse imóvel por um valor e na data do lançamento peço um valor de 25% acima por ele, a casos que a possibilidade de lucro era até muito maior, pois visava atingir o consumidor final desse imóvel.

Mesmo quem comprava para morar, tinha a intenção de ver seu bem muito valorizado, as construtoras inflacionaram o mercado imobiliário com preços exorbitantes, e agora vão  pagar um alto preço por isso, tendo de se defender de uma enxurrada de ações.

Como se Dar Bem Nesse Cenário

Em um primeiro momento as construtoras para falar em rescisão, vão  querer falar em devolução de valores absurdos, a casos em que a construtora fala na devolução de apenas 4% do total já pago, como a lei não  menciona nada a esse respeito, existem juízes que entendem que o valor justo a ser ressarcido é  o de 75% dos valores já pagos, o conselho para se sobressair é o seguinte :

Tenha a assessoria de um advogado especializado nesse tipo de ação, e caso em um primeiro momento a construtora faça uma oferta abusiva, e não esteja disposta a negociar, entre com a ação competente, eu entendo que isso está acontecendo por culpa dos valores praticados, as construtoras inflacionaram o mercado com preços estratosféricos, e como a oferta de crédito era farta, os negócios foram feitos, pois por maior e por mais inconsequente que fossem os preços praticados, havia uma maneira de se comprar mesmo que insanamente.

Os imóveis não caíram de preço, eles apenas voltaram a uma realidade de mercado, e nesse atual momento é um péssimo negócio para as construtoras reverem esse patrimônio, por isso o seguinte conselho :

Peça um suco de laranja ou bebida de seu gosto, pegue uma cadeira sente e espere, a palavra chave das construtoras não será mais financiamento, a palavra de ordem será  (negociação ) um apartamento que foi negociado por um milhão, no cenário atual senão tiver um bom desconto vai ficar encalhado, no momento estamos na fase da fumaça, quando o incêndio tomar grandes proporções, todos saem correndo, espere um pouco que o circo vai pegar fogo, as construtoras podem te falar não em um primeiro momento, mas depois quando se virem na eminência de ficar com o imóvel, certamente vão querer negociar, o segredo é paciência e persistência.

Quando não é interessante fazer a rescisão.

Caso você já esteja na posse a um bom tempo, e pedir a rescisão, existem alguns fatores a serem analisados, como o tempo em que você  ficou no imóvel, será computado como aluguel, e as vezes se calculado entre o que você já pagou, menos o aluguel que eventualmente seja apurado por uma avaliação, dependendo de cada caso, talvez você ainda tenha dinheiro para ressarcir a outra parte.


Artigo de :

donsergione

Sérgio Barbosa

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