Gilberto Kassab reafirma compromisso de lançar Minha Casa, Minha Vida 3 em 10/9

Gilberto Kassab reafirma compromisso

Na Convenção Secovi, ministro das Cidades disse, ainda, que se for aprovada a nova política de remuneração do FGTS, Tesouro irá suprir as necessidades do programa.

O ministro das Cidades Gilberto Kassab garantiu novamente que a fase 3 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve ser anunciada no próximo dia 10 de setembro. “Depois de apresentarmos isso aos movimentos sociais,  ao mercado e a toda a sociedade, iremos enviar o a medida provisória em até quatro semanas”, disse. Sustentou, ainda, que as pendências de pagamento existentes no faixa 1 deverão ser quitadas até a data da emissão da MP. A meta desta nova fase é de três milhões de moradias.

As afirmações foram feitas a empresários do setor imobiliário na sede do Secovi-SP na tarde de terça-feira (1º/9), durante painel da Convenção Secovi 2015, cujo mote foi discutir se o MVMC já é de fato uma política de Estado. “Para os agentes do governo, já é; mas nós do mercado ainda temos dúvidas. Se os parâmetros que norteiam o programa não forem adequadamente atualizados (política de subsídios, teto do valor de imóveis e faixas de renda), não sei se conseguiremos prosseguir muito na produção de moradias”, sustentou Flávio Prando, vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP.

Na avaliação do dirigente da entidade, o MCMV é, provavelmente, um dos maiores programas habitacionais do mundo. Seus números amparam o diagnóstico: desde 2009 até os dias de hoje, foram contratadas 4 milhões de unidades, das quais 2 milhões produzidas. “Com essa produção, nós conseguimos diminuir o déficit habitacional na ordem de 8%, que equivale a cerca de 500 mil unidades. Nessa velocidade, estimamos que necessitamos ter uma produção de 24 milhões unidades para que ambicionemos suplantar esse passivo social. Nesse ritmo,  conseguiremos algo auspicioso em 2050.”

José Carlos Martins, presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria de Construção), pontuou que os recursos para irrigar o programa estão escassos. “Em 2013, foram contratadas 550 mil unidades no faixa 1; em 2014, 150 mil; e, neste ano, muito poucas”, frisou, destacando os números decrescentes, justamente em razão da falta de caixa do governo. “Não há política de Estado que se sustente sem recursos”, adicionou Martins.

Questionado se a alteração na alíquota de remuneração do FGTS afetaria o MCMV, Kassab disse-se preocupado. “Acreditamos que o Senado, que é uma casa mais madura, segure isso, porque pode, sim, prejudicar o programa”, considerou. “No entanto, se passar, o governo utilizará recursos do Tesouro para suprir o programa”, emendou.

Diante da falta de recursos para os financiamentos, Fernando Magesty, representante da Caixa, disse que o banco estuda novas formas de funding para o crédito imobiliário via LCI.

Fonte: site do Secovi-SP

Foto: fotospublicas.com