Imobiliárias sentem impactos da crise econômica

Imobiliárias sentem impactos da crise econômica

O setor imobiliário de Goiânia já sente a desaceleração econômica vivida pelo Brasil. As imobiliárias estão sentindo a crescente desocupação de imóveis comerciais. Ha registros ainda de queda nos lançamentos de prédios residenciais. A Federação do Comércio de Goiás (Fecomércio) já constatou essa crise e o vice- presidente do Secovi, Marcelo Baiocchi, comenta que o quadro “é visível, basta andar pelas ruas que se constata a crescente oferta de imóveis por alugar ou por vender”. “Aluga-se” tornou-se uma palavra comum escrita nas portas dos estabelecimentos comerciais das ruas e avenidas centrais desta Capital.

Baiocchi entende que se a “economia não anda, os demais segmentos sofrem a consequência”. As perspectivas só tendem a melhorar à medida que os seus geradores foram se ajustando e para isso “não temos bolas de cristal para adivinhar”, brinca o diretor da Fecomércio, Marcelo Baiocchi.

Numa cidade como Goiânia, onde a construção civil faz parte de seu cotidiano, os desencontros da economia e em consequência nas imobiliárias provocam desemprego. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego, em maio, mostra que o setor fechou 115.599 postos de trabalho no País.

Minha Casa,

Minha Vida

No setor da construção civil, o Programa Minha Casa, Minha Vida, uma iniciativa do governo federal que oferece condições atrativas para o financiamento de moradias nas áreas urbanas para famílias de baixa renda, representa um ligeiro alento. Em parceria com Estados, municípios, empresas e entidades sem fins lucrativos, o programa muda a vida de milhares de famílias brasileiras.

No programa, duas faixas de renda são contempladas: Famílias com renda até R$ 1.600,00 – para a sua família, a Caixa Econômica Federal oferece ainda mais vantagens. Conte com um financiamento em até 120 meses, com prestações mensais de 5% da renda bruta da família, sendo o valor mínimo da parcela de R$ 25,00. A garantia para o financiamento é o imóvel que a pessoa vai adquirir. Famílias com renda até R$ 5.000,00: a Caixa oferece diversas opções de financiamento para a família sair do aluguel. Uma delas é exatamente a compra de imóvel novo: até 30 anos para pagar.

Taxa Selic afeta

Segundo a Fecomércio, com as recentes altas da taxa Selic, a perda de poder aquisitivo da população e o aumento dos resgates em cadernetas de poupança, os bancos são hoje mais rigorosos na hora de conceder financiamentos. E a crise no setor imobiliário também impacta a construção civil, na visão uns. Outros entendem que a procura caiu porque a condição econômica da população é instável, os índices de juros e desemprego aumentaram e a oferta de crédito diminuiu. Isso leva a população a ficar receosa e não investir com muita tranquilidade em imóveis próprios, como vinha fazendo. Ele ainda ressalta que outros mercados também sofrem as consequências da crise econômica, mas que isso fica mais claro no setor imobiliário, em função de sua ascensão contínua nos últimos quatro anos.

adversidades no setor

Em Goiânia, o vice-presidente do Secovi, Marcelo Baiocchi, disse não dispor ainda de dados sobre as adversidades no setor. Na capital paulista, para se ter um balizamento, segundo dados da Pesquisa do Mercado Imobiliário realizada pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), em maio deste ano houve, na cidade, uma redução de 1,6% na venda de unidades residenciais, em comparação com o mês de abril. Já no que diz respeito a lançamentos, a queda foi de 20,5% em relação ao mês anterior e de 6,9% quando comparado a maio de 2014.

No Rio de Janeiro os residenciais se destacaram, indo de encontro às dificuldades impostas pelo mercado. De acordo com a Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), nos quatro primeiros meses de 2014 houve uma alta de 4% nas vendas de imóveis residenciais, em relação ao mesmo período do ano anterior. As unidades comerciais, por outro lado, sofreram redução de 73% no número de vendas.