Investimentos estrangeiros no mercado imobiliário

Os investimentos estrangeiros sempre são necessários, desde que sejam para o desenvolvimento produtivo e ordenado em todos os setores da economia do país, mas não especulativo. O que atraem os investidores estrangeiros para o Brasil? Será de um grande país com perspectivas de desenvolvimento econômico? Será a estabilidade econômica? Procuram ativos com grandes valorizações? Será que ignoram as medidas do governo brasileiro para tentar conter a valorização do real ante o dólar? Será que não receia por medidas drásticas do governo brasileiro, como controle de capitais? Será que a alta taxa de juros não afeta os investidores? Ultimamente há grande interesse dos investidores estrangeiros, principalmente chineses na área agrícola. E no setor imobiliário, qual será o reflexo dos investidores estrangeiros? Segundo pesquisa realizada pela Associação de Investidores Estrangeiros em Mercado Imobiliário (Afire – sigla em inglês), sediada nos Estados Unidos, o Brasil se coloca como mercado emergente mais promissor no ano de 2011, e o quarto lugar no ranking geral dos países com mais chances de valorização, atrás de Reino Unido, China e Estados Unidos. Na pesquisa as melhores cidades para investimento pela ordem são: Nova York, Washington e Londres.

Os participantes da pesquisa realizada controlam mais de US$ 627 bilhões (aproximadamente R$ 1 trilhão, em reais) em ativos imobiliários ao redor do mundo.

O Brasil que em 2014, sediará a Copa Mundial de Futebol, com sub sedes em várias capitais do Estado brasileiro, e em 2016, Jogos Olímpicos, necessitará mais do que nunca de recursos estrangeiros, principalmente em infra estrutura, sem citar os estádios que necessitam ser construídos ou reformados.

No âmbito do setor imobiliário a preocupação maior é na rede hoteleira. Segundo levantamento feito pela consultoria Hotelinvest, a pedido do jornal Estado de São Paulo, no que diz respeito a necessidade de investimentos será na ordem de R$ 40 bilhões até 2020.

Outro ponto crítico no setor imobiliário é a necessidade de contar com investidores estrangeiros no setor de habitação, principalmente no programa MINHA CASA, MINHA VIDA, onde há um déficit de 1,2 milhão de moradias. Neste aspecto os esforços dos governos federal, estadual e municipal, têm sido insuficientes para reduzir o déficit habitacional que está relacionado a vários fatores, como crescimento de renda da população, facilidades de acesso ao crédito e financiamento habitacional, sem contar a necessidade do aumento de investimentos oficiais e privados e uma política mais coerente no setor, sem descontinuidade e no cumprimento de diretrizes e ações previstas no Plano Nacional de Habitação.

Será bem visto na comunidade local, os investidores estrangeiros, principalmente grandes empresas multinacionais, quanto da implantação dos seus projetos em diversas atividades econômicas no Brasil, vierem atreladas a destinação de uma parte dos recursos à construção de vilas operárias, próximo as instalações fabris, aos funcionários a serem contratados, evitando assim, o deslocamento desnecessário da residência para local de trabalho, muitas vezes a quilômetros de distancia e horas desperdiçadas. Os governos estaduais e municipais poderiam exigir das empresas, como contra partida dos incentivos fiscais a implantação das fábricas, participação na revitalização das áreas degradadas das cidades, revertendo na construção de novas moradias, levando em consideração a infraestrutura básica existente, como energia elétrica, abastecimento de água, saneamento básico, rede telefônica, ruas e escolas nesses locais.

O Investimento Estrangeiro é necessário, porém consciente com as necessidades do país. (Alberto Tomita, vice-presidente do Sciesp)

 

Fonte: Blog Sciesp