O dia que São Paulo parou maio de 2006

Os ataques do pcc

Naquele mês quando começaram os ataques do pcc, lembro que ninguém pisava na rua para nada, até as idas a padaria que fica na mesma rua de meu escritório foram diminuídas, com toda essa onda de violência o movimento do escritório caiu 95% foi isso mesmo que eu disse 95% – não entrava uma viva alma, a não ser alguns clientes que vinham mas saiam rapidamente, pois o medo de ser surpreendidos na rua era enorme.

Foi uma das poucas vezes que eu vi meu padrinho, um experiente coronel da policia militar em estado de total alerta, vários amigos e clientes policiais estavam mudando de casas, a procura por locação aumentou em muito, vários policiais sofreram emboscadas e o desespero atacou a todos os envolvidos e suas famílias.

comecei o dia ligando para meus clientes, e os convidei para vir em meu escritório, lembro que um deles me falou, poxa você é muito meu amigo mesmo quer que eu vire peneira, nós dois demos boas gargalhadas, a semana foi passando e tudo só piorava, a cada dia que passava menos pessoas vinham no escritório, teve uns dois dias que até os corretores que trabalhavam comigo, ficaram com medo e não foram trabalhar.

hoje vejo  os ataques se repetirem, passou na televisão que três policiais foram assassinados, um amigo que trabalha na rota me informou que o que vimos na televisão ontem e hoje, já está acontecendo a mais de um mês, ficamos na torcida que aquele março de 2006 não se repita, pois ficar preso em casa ou no escritório com medo é uma situação horrível.

Artigo de Sérgio Barbosa  http://bancodosimoveis.net/o-dia-que-sao-paulo-parou-maio-de-2006/