O mercado imobiliário não parou. Está muito mais seletivo!

O mercado imobiliário não parou. Está muito mais seletivo!

A economia global está com problemas complicadíssimos e isso afetará o Brasil é claro. Para citar o momento que o mundo passa, recentemente economistas do Royal Bank of Scotland em nota para os clientes recomendaram fortemente que vendam tudo que tem em ações, pois o petróleo irá cair para menos de US$ 20 o barril e o mercado de ações vem derretendo por todo lado, portanto, livre-se de seus ativos de risco, indicam eles. O JP Morgan aconselha os clientes a vender ações imediatamente, considerando o barril de petróleo a menos de US$ 10.

Que o setor imobiliário brasileiro está em frangalhos todos sabem e alguns sentem na própria pele, porém não está parado. Não existe imóvel que não vende, o que existe é imóvel no preço errado e nestes tempos então…

O mercado está mais seletivo no crédito, no valor de venda, mas que não parou não parou.

Além disso, o mercado atua na contramão das oportunidades, pois me responda uma pergunta simples: quando é hora de comprar, quando os imóveis estão em alta? É o mesmo caso de ações em bolsa, sempre o maior movimento é na alta. Ora isto é um contrassenso. É exatamente nesta hora que os profissionais ganham muito dinheiro.

A velha máxima de que na crise estão as grandes oportunidades e de que nas crises são forjadas as grandes fortunas nunca valeu tanto.

Esqueçamos os indicadores econômicos, o mau humor, a instabilidade política, que o índice de confiança do consumidor está baixo o crédito complicado e o desemprego em alta.

Isso TUDO irá mudar como mudou várias vezes. Nada é definitivo e duradouro. Alguém acreditava que as coisas estariam nesse patamar quando o céu era de brigadeiro?

A única coisa que é “imóvel” é o imóvel. Sempre estará lá e sempre valoriza. Não há registro no mundo de queda permanente dos preços dos imóveis. Para os que reclamam da falta de liquidez dos imóveis, que para vender rapidamente é necessário torrar o preço, retomo o exemplo das ações em bolsa: tem liquidez também, desde que você venda por um bom preço, portanto, se o preço estiver adequado ao mercado e a sua necessidade, você tem liquidez.

Por conta de meu relacionamento com o mercado, sempre pergunto a respeito dos compradores. Realmente sumiram? O que mais escuto é gente com muito dinheiro preocupadíssima com os rumos da economia e querendo se voltar intensamente para o mercado imobiliário, considerando os descontos praticados pelo setor, pois imóvel ainda é o investimento mais seguro.

Mesmo com a vacância de aluguéis e precisando pagar IPTU e condomínio, o investimento é em tijolo e portanto, perene. Não há como a economia desmanchar este tijolo. Para os que alegam que o momento é delicado, claro que é, mas por isso mesmo quem pode deve aproveitar esta oportunidade. Na linha de citar máximas, mais uma: “dinheiro chama dinheiro” e crise chama crise.

Para quem pensava em construir, a hora é esta. E mostro apenas 4 de muitas razões:

  • Mão de obra farta: entre 2010 e 2012 o mercado reclamava que o problema dos custos e dos atrasos das obras era a falta de pessoal e que investiriam em treinamento e capacitação; deste pessoal muita gente está na rua, disponível e disposta a trabalhar em condições mais favoráveis aos contratantes do que em tempos atrás;
  • Material de construção e equipamentos disponíveis: nos bons tempos, um elevador levava mais de 90 dias para ser entregue e agora? Estão disponíveis; mesmo com o aumento do material de construção, hoje se negocia mais fácil e em melhores condições com qualquer fornecedor, do tijolo, pisos, louças, material elétrico e hidráulico até os elevadores;
  • Aprovação / liberação: Se um projeto leva dois anos em média para ser aprovado e mais dois para ser construído, ora, façamos contas: 2016 até 2018 quando todo mundo diz que o mercado irá melhorar você estará pronto para vender;
  • O serviço diminuiu muito: que bom, pois assim você pode contratar desde o projetista, o engenheiro e os empreiteiros mais barato e pode selecionar os melhores;

O mercado imobiliário está desestruturado já que as empresas querem se livrar dos estoques e diminuindo sensivelmente os níveis de produção. O que é óbvio? Quando a economia se recuperar, a demanda que estava reprimida, mas não extinta, deve voltar e a oferta será pouca. Assim, além dos preços melhorarem, as vendas retomam.

Todos os dados da tempestade perfeita para o país e o setor imobiliário levam para uma bonança pós tempestade. Pode demorar um pouco mais do que o normal, mas o normal é isso acontecer.

O pior do que perder dinheiro é não ganhar. E a hora é agora!

Fonte: publicidadeimobiliaria.com