Vendas de imóveis novos registram queda em fevereiro de 2015 na cidade de São Paulo

Vendas de imóveis novos registram queda em fevereiro de 2015 na cidade de São Paulo

Vendas de imóveis novos registram queda em fevereiro na cidade de São Paulo

Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP revela que efeito sazonal continua a afetar o setor no segundo mês do ano

Em fevereiro, a comercialização de imóveis novos da cidade de São Paulo manteve a tendência de queda registrada no mês anterior, conforme resultados da Pesquisa do Mercado Imobiliário realizada pelo departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP (Sindicato da Habitação). No mês, foram vendidas 732 unidades residenciais, uma redução de apenas 0,7% comparado às 737 unidades comercializadas em janeiro, e de 25,4% em relação às 981 vendas de fevereiro de 2014.

Imóveis de 2 dormitórios lideraram as vendas em fevereiro de 2015, com 330 unidades (45% do total), seguidos das unidades de 1 quarto, com 203 unidades (28% do total); de 3 dormitórios, com 152 unidades (21% do total); e de 4 ou mais dormitórios, com 47 imóveis (6% do total). Este cenário é semelhante ao do mês de janeiro.

O indicador VSO (Vendas Sobre Ofertas) acumulado de 12 meses indica que 41,6% do total de imóveis ofertados no período foram comercializados. As unidades de 2 dormitórios apresentaram o melhor desempenho (47%).

Em termos monetários, a Pesquisa apurou VGV (Valor Global de Vendas) de R$ 408 milhões, 6% superior ao volume de janeiro e 21% menor que o de fevereiro de 2014, considerando os valores atualizados pelo INCC (Índice Nacional de Custos da Construção).

Lançamentos

Segundo dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), o total de 872 unidades residenciais lançadas no município de São Paulo em fevereiro representou aumento de 59,7% em relação às 546 unidades de janeiro e queda de 7,2% se comparado às 940 unidades do mesmo mês de 2014.

Os imóveis de 1 dormitório foram o destaque no volume de lançamentos, com 353 unidades (41% do total), seguidos dos apartamentos de 2 dormitórios (253 unidades ou 29% do total), de 3 dormitórios (224 unidades ou 26% do total) e de 4 ou mais dormitórios (42 unidades ou 5% do total).

A cidade de São Paulo encerrou o mês de fevereiro com 26.756 unidades não vendidas em oferta, o que equivale a um estoque para 15 meses de vendas, considerando a média de 12 meses de vendas, que é de 1.753 unidades. A oferta ou estoque corresponde a imóveis residenciais novos em construção e prontos, lançados entre março de 2012 e fevereiro de 2015 (últimos 36 meses).

Região Metropolitana de São Paulo

A Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) é formada por 39 municípios, sendo a cidade de São Paulo o principal deles. Por esta razão, a Pesquisa do Mercado Imobiliário do Secovi-SP analisa separadamente a capital paulista das outras cidades da região com mercado imobiliário ativo.

Com exceção da Capital, as demais cidades da RMSP registraram a comercialização de 486 unidades em fevereiro, retração de 17,9% em relação a janeiro (592 unidades) e de 46,3% em relação ao mesmo mês de 2014 (905 unidades). As unidades que mais venderam nas outras cidades em fevereiro foram as de 2 dormitórios, com 229 unidades (47% do total), seguidas daquelas com 3 dormitórios (181 unidades e 37% do total), de 1 dormitório (46 unidades e 10% do total) e de 4 ou mais dormitórios (30 unidades e 6% do total).

O VSO de 12 meses desses municípios, de 53,8%, continua maior do que o da Capital, de 41,6% no período.

Foram lançadas 319 unidades residenciais nas cidades do entorno da Capital e que formam a RMSP, o que representou aumento de 89,9% em relação a janeiro e retração de 17,4% em relação a fevereiro de 2014.

A oferta de imóveis novos nesses municípios continua em queda. O mês de fevereiro encerrou com 14.540 unidades não vendidas (em lançamento, em construção e prontas). Em comparação com janeiro, a redução foi de 1,2%, e em relação ao mesmo mês de 2014, houve queda de 5,4%.

Considerações finais

“O efeito sazonal do início do ano continuou a afetar o desempenho do mercado imobiliário. O menor número de dias do mês de fevereiro, o Carnaval e as expectativas negativas com relação à macroeconomia derrubaram os níveis de confiança dos consumidores e dos empresários. O reflexo é perceptível no fraco desempenho das vendas e dos lançamentos”, avalia Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

Tanto o presidente do Sindicato, Claudio Bernardes, quanto o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos, Emilio Kallas, acreditam que o mês de março será melhor. “Percebemos uma ligeira melhora nos lançamentos de empreendimentos e nas vendas, principalmente em razão das boas oportunidades que existem hoje no mercado”, ressalta Bernardes. “Em algumas regiões, preços atrativos levaram mais visitantes aos estandes de vendas. As pessoas querem aproveitar este momento, que está favorável ao comprador”, completa Kallas.

http://www.secovi.com.br/pesquisa-mensal-do-mercado-imobiliario/